
Porque um dia recordaram-me que o ser humano reagia, não agia. Desprezei essa memória. Das poucas que desprezei ao longo da estrada. Quis tapar o nariz, fechar os olhos, isolar-me do pensamento só de saber da existência e (talvez) da veracidade de tal especulação. Aquela silenciosa afirmação caíra-me como chuva de terra, vinda do céu, a fim de nos afogar e ao mesmo tempo nos fomentar a sede... Não me quis ficar por ali. Não desisti... Encontrei um barco feito de papel e rabiscos. Letras e palavras unidas uma vez mais para a que viria a ser a grande aventura…
Diário de bordo:
Decidi acreditar na humanidade. Decidi ter fé. Decidi acreditar na esperança, não para garantir a minha sobrevivência. Simplesmente decidi acreditar como uma criança que acredita na primeira música que ouve, lembrando-se dessa memória e que mais tarde não a deixa afogar.
Navego por entre mares desconhecidos à espera…à espera que o mundo acorde e que finalmente veja o universal amanhecer.
Está na altura de agirmos, penso. Com o melhor de cada um de nós.
"O sonho é ver as formas invisíveis
Da distância imprecisa, e, com sensíveis
Movimentos da esprança e da vontade,
Buscar na linha fria do horizonte
A árvore, a praia, a flor, a ave, a fonte -
Os beijos merecidos da Verdade.”.
Da distância imprecisa, e, com sensíveis
Movimentos da esprança e da vontade,
Buscar na linha fria do horizonte
A árvore, a praia, a flor, a ave, a fonte -
Os beijos merecidos da Verdade.”.
Fernando Pessoa in Mensagem
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